As instituições públicas e o desafio da digitalização de processos na saúde brasileira

Se houvesse iniciativa mais impactante para digitalizar o setor de saúde pública no Brasil, certamente os ganhos com a agilidade seriam valiosos para a população

As instituições públicas brasileiras, embora sejam referência em atendimento gratuito e universal, apresentam diversos desafios para conseguir equilibrar a assistência e diminuir a burocracia, sem contar com as próprias características do setor público em um país continental. 

“Atualmente esbarramos em investimentos públicos menos alinhados com a inovação. Se pensássemos de uma maneira mais atual, os hospitais e clínicas poderiam sair ganhando com agilidade, redução de custos e antecipações de receita, sem falar nos prontuários eletrônicos e históricos clínicos registrados e acessíveis por qualquer dispositivo móvel. Seria um cenário completamente diferente do atual”, comenta André Marcelo, Sales Manager da Green Paperless. 

A digitalização de processos e a utilização do conceito paperless podem ajudar instituições de saúde pública no Brasil de diversas maneiras, incluindo: 

  • Agilizar o atendimento: Os pacientes podem agendar consultas, solicitar exames e receber resultados online, sem precisar se deslocar até uma unidade de saúde, reduzindo filas. 
  • Melhorar a qualidade do atendimento: Os profissionais de saúde podem acessar informações sobre os pacientes em tempo real, o que pode ajudar a tomar decisões mais precisas e oportunas. 
  • Reduzir custos: A digitalização de processos pode ajudar a reduzir custos de impressão, armazenamento e transporte de documentos, liberando recursos para serem investidos em outros aspectos da saúde pública. 

Alguns exemplos de soluções de digitalização que já estão sendo usadas em parte do Sistema Único de Saúde incluem prontuário eletrônico do paciente, sistemas de agendamento online, assim como resultados de exames. Mas os processos ainda seguem incipientes, embora tenham potencial de revolucionar o segmento. Com a adoção dessas tecnologias, o SUS pode se tornar mais eficiente e promover um melhor acesso à população. 

Levando em consideração que temos três componentes principais da saúde pública digital (dados eletrônicos, telemedicina e sistemas de informação), podemos considerar que o primeiro deles, dados eletrônicos, são informações de saúde armazenadas digitalmente, como histórico médico, resultados de exames e medicamentos prescritos. Eles permitem acesso rápido e seguro às informações do paciente, reduzindo erros e facilitando a análise de dados em larga escala. 

Depois, temos a telemedicina, que se refere à prestação de serviços de saúde à distância por meio de tecnologias de comunicação. Isso inclui consultas virtuais, monitoramento remoto de pacientes e educação médica online. 

Quanto aos processos, os sistemas de informação são plataformas digitais que coletam, armazenam, processam e analisam dados de saúde. Eles englobam sistemas de gestão hospitalar, que administram o fluxo de pacientes e informações clínicas, e sistemas de vigilância epidemiológica, que monitoram doenças e surtos. 

Dentro de tudo isso é possível trazer soluções digitais que melhoram os processos e tornam a rotina médico-hospitalar mais ágil e eficiente.

“No final das contas, o que nós queremos é que haja assistência de qualidade para os pacientes, seja na rede pública ou particular”, explica André Marcelo. 

Conheça 3 benefícios da saúde pública digital 

  1. Maior qualidade e segurança dos cuidados de saúde: O acesso rápido a informações relevantes sobre o histórico médico de um paciente, resultados de exames e interações medicamentosas reduz os erros de diagnóstico e tratamento. Além disso, a utilização de alertas e lembretes automáticos auxilia na adesão ao tratamento e na prevenção de eventos adversos.
  2. Redução dos custos de saúde: A longo prazo, telemedicina e as consultas virtuais, por exemplo, diminuem os gastos com deslocamento e internações desnecessárias. Além disso, a análise de dados de saúde em larga escala pode identificar padrões e tendências que ajudam na alocação eficiente dos recursos e na implementação de intervenções mais eficazes.
  3. Empoderamento do paciente: A saúde pública digital capacita os pacientes a se tornarem participantes ativos de seu próprio cuidado.

Como está a digitalização das instituições públicas no Reino Unido? 

A digitalização e a eliminação de papéis na saúde estão avançando em ritmo mais acelerado fora do Brasil. Muitos países já adotaram sistemas de saúde digitalizados, que permitem aos pacientes agendarem consultas, solicitar exames e receber resultados online, sem precisar se deslocar até uma unidade de saúde. Isso pode reduzir filas e tempo de espera, melhorar a qualidade do atendimento e reduzir custos. 

Um exemplo de país na vanguarda da digitalização da saúde é o Reino Unido que iniciou seu processo de digitalização há alguns anos. O NHS (serviço de saúde pública inglês), lançou, em 2018, o programa "NHS Long Term Plan", cujo objetivo é tornar o NHS o sistema de saúde mais digital do mundo até 2024. 

O programa "NHS Long Term Plan" inclui uma série de iniciativas de digitalização, como: 

  • Implementação de um prontuário eletrônico para todos os pacientes do NHS;
  • Expansão do uso de telessaúde;
  • Desenvolvimento de novos aplicativos e ferramentas digitais para pacientes e profissionais de saúde.

A digitalização do NHS tem o potencial de melhorar significativamente a qualidade da atenção médica no Reino Unido. Ela pode ajudar a reduzir filas e tempo de espera, melhorar a comunicação entre pacientes e profissionais de saúde e tornar os cuidados de saúde mais personalizados. 

Outros países que estão na vanguarda da digitalização da saúde incluem os Estados Unidos, a Holanda e a Austrália. Esses países estão investindo pesado em tecnologias digitais para melhorar a qualidade e eficiência dos cuidados de saúde. 

A digitalização da saúde é uma tendência global com o potencial de revolucionar como prestamos cuidados de saúde. Ela pode ajudar a melhorar a qualidade, eficiência e acessibilidade dos cuidados de saúde, e pode tornar os cuidados de saúde mais personalizados e centrados no paciente.

Blog

;